O Estabelecimento da Justiça e do Juízo

Há algum tempo, estava assistindo a um programa na televisão, e, diante de um acontecimento trágico, uma senhora com o coração entristecido e aos prantos pronuncia a seguinte frase: “Eu quero justiça”. Fiquei por alguns dias com aquela imagem em minha mente e fui procurar entender o que a Palavra de Deus nos revela. Percebi que para um entendimento mais estruturado do tema é necessário o conhecimento de outras duas ideias: juízo e justo.

A primeira palavra que eu gostaria de pinçar é juízo, que no grego é κριμα (krima) que significa: 1. Julgamento; 2. Condenação do erro, decisão (seja severa ou branda) que alguém toma a respeito das faltas de outros, sentença de um juiz, punição com a qual alguém é sentenciado ou sentença condenatória. Juízo, portanto, é uma sentença condenatória do erro.

A segunda palavra é justiça, que no grego é δικαιοσυνη (dikaiosune). Em um sentido amplo é o estado daquele que é como deve ser. Doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus. Integridade; virtude ou pureza de vida. Justiça, portanto, é o estado daquele que é aceitável para Deus.

A terceira palavra é justo, que no grego é δικαιος (dikaios), que de forma geral significa: reto, justo, virtuoso, inocente, irrepreensível, sem culpa. Justo é todo aquele que Deus aprova.

O juízo de Deus caiu sobre Jesus e Ele morreu em nosso lugar. Aqueles que creem e recebem o que Jesus fez, são justificados na justiça Dele e se tornam justos para Deus. Nesse sentido, somos justos porque fomos justificados, ao crermos e recebermos a obra vicária (substitutiva, suficiente) de Cristo Jesus.

As nossas obras não conseguem méritos diante de Deus e, por isso, não somos abençoados pelo o que venhamos a fazer, mas somente pelo o que Jesus fez.

As nossas obras são feitos de gratidão e louvor a Deus, tais como: dízimos, ofertas, louvores, jejuns, atos de misericórdias, socorro, entre outros. Por isso, podemos nos aproximar do trono de Deus, sem medo, culpa ou sentimentos de condenação. Devemos falar com Deus, com confiança, sabendo que é através de Jesus que Ele nos aceita, responde e nos ama.

Pio Carvalho

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